terça-feira, 17 de novembro de 2009

Passagem


Parte na barca, meu amor!
Eu me quedo feito sal neste lado obscuro onde te busquei em noites de tempestade.
Não são meus braços os que buscas, não este olhar feito sangue.
Vai meu amor, na barca.
Que aqui me entrego a este rio feito lagrima onde navegas!
Vai...
Em minhas mãos seguro as memorias dos teus dedos,
o calido momento de um sorriso,
a doce musica das palavras.
Em meu corpo a marca segura do teu,
quando nos consumiamos em louca paixão.
Na minha boca ainda o gosto doce do teu sexo!
Vai... que o mundo é redondo....
E infinda esta vontade de chorar.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Life...


Breviário


Chego a casa casando de olhar as águas calmas do grande lago. Perco-me em pensamentos vãos onde tento escutar a tua voz nos cânticos de outrora. Estou irremediavelmente surdo ou vazio de espírito. Cresce em mim esta saudade, atormentada pela visão de outros braços por ti desejados. Assim me quedo inútil!

Lembras os momentos de paixão arrancados das profundezas do mar? Esse ternos gritos de desejo em que os nossos corpos á distancia roubavam o espaço.

Queria saber que era por mim que ainda suspirava teu peito enquanto esperavas a barca, mas as ondas recusam o som dos remos. Recusam simplesmente! Grito pelo homem da barca que te levou. Insulto o filho da puta e sinto-me ridículo, humanamente ridículo e reles.

Anseio dar-te mais uma vez o meu peito. Gritar meu nome feito de trevas e escolhos e lama. Anseio a mortalha do teu corpo onde me perdi. Onde mil vezes me perco ainda em desvarios. Queria somente ser, ser-te, matar-te a sede com o meu corpo cansado. Queria somente!

Não mais sentir o escárnio e a ausência.

Ali me pereci á beira das águas em pranto clamanto teu nome, em preçe rogando teu regresso para em teu peito renascer morrendo!


quinta-feira, 7 de maio de 2009

terça-feira, 21 de abril de 2009

Prenda vã


Porque te queria dar uma prenda mas tenho as mãos vazias e os olhos rasos de maresia.
Busco em cada nota ou palavra o afecto feito caminho, feito saudade.
Saudade daquele sorriso, dos corpos abraçados desejados.
Porque te queria dar uma prenda mas nada mais tenho que este nada com que presenteio a vida.
Porque as nuvens cobriram a estrela guia e não sei orientar-me pela lua

sábado, 4 de abril de 2009

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Casulo


Nasces?
Renasces?
Quando sais?