... desde que me tomes para ti
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
E assim te espero...
.
.
.
Que regresses das dunas
Não te encantes com o calor delas!
São de areia...
A sensação quente nas tuas mãos será agradável, quiçá fascinante
Mas não é a minha pele
Não é o meu corpo
Não é o meu calor...
...
E não te matam a sede!
Mulher Duna

Nas dunas do teu corpo é onde medito a vida em calmaria,
Onde na calma do poente me reencontro em mim!
Não deslumbro se é teu corpo que é ondulante
Se as formas do prazer onde te fazes mutante!
Ah plácida calma minha!
Cor de terra e sol das metafísicas entranhas!
Em ti, por ti, por mim, em mim te atravesso
Deserto multidão em que somente existo incógnito!
Ah! força viva que me torna sedento conduzindo ao oásis de águas doces!
Deserto onde sou homem rude nas duas suaves dunas
Quero-te e desejo-te e bebo da árida ausência onde vives.
Esperei-te desde a eternidade e nela me revelo!
O sol em ti escalda, por ti!
No ocaso gela a ausência imposta da tua presença
Ah duna mítica do meu corpo
Em ti me completo!
Em mim te realizas mulher!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Vem
Vem encontrar-te comigo nas madrugadas frias de inverno!
Nos quentes dias de Verão!
Por entres as folhas do Outono ou as flores dos vales na Primavera!
Vem somente, vem.
Nua e calma como minha amante,
reflexo intenso do meu corpo cansado!
Vem, intensamente, vem!
Tragas tu os pés descalços e as mãos despidas!
Vem, somente, vem
Eu te prepararei a cama imaculada dos meus sentidos!
Nos quentes dias de Verão!
Por entres as folhas do Outono ou as flores dos vales na Primavera!
Vem somente, vem.
Nua e calma como minha amante,
reflexo intenso do meu corpo cansado!
Vem, intensamente, vem!
Tragas tu os pés descalços e as mãos despidas!
Vem, somente, vem
Eu te prepararei a cama imaculada dos meus sentidos!
Olhar
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Fim de Tarde

Chegava a hora em que a lua tomava o seu lugar entre os astros da noite. O sol tinha já tomado outros rumos, outras luzes. Mandrágora chegava a casa com aquele ar cansado escrito nos olhos e na pele, pela tinta indelével do dia de trabalho. Cansada, simplesmente cansada!
Olhei-a com os olhos mansos de humanidade e, em silêncio dito entre palavras beijadas, conduzi-a pela penumbra da casa ignorando as sombras que bailavam ao som do crepitar das velas. As palavras trocadas somente nos gestos que instintivamente percorriam a seda perfumada da sua pele.
Foi assim que lentamente nos despimos de cansaços e nos entregámos ao prazer que os corpos pediam e nos impeliam em mudos gritos. A cada beijo deixava a minha língua percorrer-lhe os poros ficando os meus sentidos escutando as palavras calmas dos dela.
Lentamente, lembro-me de lhe ter percorrido o peito alvo onde me deliciei ora beijando, ora chupando, ora bailando a língua em seu mamilo rijo. E enquanto a boca se entregava áquela colina de breves contornos, a mão acariciava já a fonte de águas doces onde matei minha sede daquele corpo que já tanto se confundia com o meu. Assim se voltou a cumprir o desejo da alma que nos rios das suas entranhas buscava a fonte da juventude. Sim, bebi com sofreguidão sentindo-lhe o ventre palpitar, tocando-lhe a nascente interna, recebendo em meus lábios, os dela em convulsão. A quem diz que Mandrágora é semente maldita, eu digo que é fonte de êxtase onde renasço após perecer!
Rigidamente meu corpo deslizou freneticamente para dentro do seu que se esvaía em movimentos incontrolados de desejo...
Pouco me lembro do que restou. Das horas que passámos em bailado frente ao espelho, dos gritos que as gargantas amorfalharam. Não sei escrever o que olhos expulsaram... Ridiculamente ignorante em linhas de metafisicas viagens na barca do seu corpo.
Sei contudo que o seu rosto de menina tomou o seu lugar no meu peito, como a lua tinha tomado já o seu lugar entre os astros da noite... sorrindo!
Oração

Dai-me Seres celestes o alento do seu corpo
no meu em devoção.
Permiti-me ressuscitar nos espasmos contidos
da paixão incontida.
E a seus pés me ajoelhar não em oração
mas em recepção do leite derramado.
Que a barca seja breve,
como breve sejam as notas da musica chorada na lira.
Dai-me!
Eu prometo sempre enaltecer o mar dos meus olhos
na sua presença quando nas horas breves nela me sepultar!
sábado, 14 de fevereiro de 2009
Sussurros na Pele I

Deixa que to diga baixinho, em cada recanto da tua pele de seda:
És a estrela onde me alinho!
Sussurrar-te palavras incontidas, ridiculamente incontidas...
Não és minha e desejo-te sem autorização.
Busca constante da barca que me leve em teu seio.
Deixa que te acorde, que te conte ao ouvido estórias suspiradas sem palavras.
Sussurro-te, gritando meu desejo.
Ridiculamente, meu desejo!!!
Que teus poros escutem,
as palavras lentas dos meus!
Que nossas linguas sussurrem, frases que não deciframos!
Deixa que to diga baixinho, em cada recanto da tua pele de seda:...
Queria-te...

Queria-te assim e de todas as formas como te quero!
Queria-te de madrugada e ao meio dia e ao por do sol.
Queria-te somente querendo de desejo e entrega!
Queria-te
Queria-te na entrega dos misticos abraços,
nesta metafisica onde me respiro.
Não que seja menos sem ti,
não que me acabe na tua ausência.
Somente me queda este cheio vazio quando não estás
Quando meus lábios se distanciam dos teus!
Contigo vejo a noite o dia
Sem ti adormeço no cinzento descolorido das horas.
Queria-te sentir pulsar de paixão sob meu tremulo corpo.
Queria-te mergulhada em mim.
Dar-te de beber minha seiva quente!
Entendes?
Queria-te, como te quero!!!
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Erupção
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Navegar...
(WonderlandCode 831)Nas ondas suaves do teu corpo,
Embalado pela espuma que brota do teu alvo ventre.
É onde me espera a barca que me leva a ti,
Onde me profundamente me embrenho e grito mudo teu prazer.
Em extase de paixão renasço
à vida trazido nas águas quentes que de ti brotam,
onde acalmo minha sede,
Onde molhada seco meu pranto de saudade!
Em ti me espraio
Venho e parto e sou... metafisicamente!
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