sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Mulher Duna



Nas dunas do teu corpo é onde medito a vida em calmaria,
Onde na calma do poente me reencontro em mim!
Não deslumbro se é teu corpo que é ondulante
Se as formas do prazer onde te fazes mutante!
Ah plácida calma minha!
Cor de terra e sol das metafísicas entranhas!
Em ti, por ti, por mim, em mim te atravesso
Deserto multidão em que somente existo incógnito!
Ah! força viva que me torna sedento conduzindo ao oásis de águas doces!
Deserto onde sou homem rude nas duas suaves dunas
Quero-te e desejo-te e bebo da árida ausência onde vives.
Esperei-te desde a eternidade e nela me revelo!
O sol em ti escalda, por ti!
No ocaso gela a ausência imposta da tua presença
Ah duna mítica do meu corpo
Em ti me completo!
Em mim te realizas mulher!

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