
Aqui, ali a ti me entrego!
Humanidade, alma e sangue!
Encerrado neste corpo desespero,
Por aquele eterno e breve instante,
Em que de tão perto sou distante!
Aqui, a ti me dou feito nada feito tudo,
numa metafísica palpável de desejo.
Ah, toma-me teu brevemente.
Que em teu corpo entre lentamente.
Que de ti faça minha morada permanente.
Ah, foda-se, toma-me teu!
Bebe de mim meu sangue quente,
Sepulta-me para que em ti renasça.
Aqui me dou, em ti me tens!
Na boca sedenta deste beijo tardio
Na boca ferida em desvario.
Aqui me tens...
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